segunda-feira, 31 de maio de 2010

Rádio e Futebol: Um caso de amor




Nada como grudar os ouvidos no radinho e torcer para o time de coração. A história do futebol e do rádio se ligam de maneira tão interessante, que parecem feitos um para o outro. Você que gosta de futebol e da história desse meio de comunicação fantástico, vale a pena conferir "Rádio Esportivo: Sempre transmitindo emoções"

A Era do Rádio

A partir de 1919 começa a chamada "Era do rádio". O microfone surge através da ampliação dos recursos do bocal do telefone, conseguidos em 1920, nos Estados Unidos, por engenheiro da Westinghouse.

Foi a própria Westinghouse que fez nascer, meio por acaso, a radiofusão. Ela fabricava aparelhos de rádio para as tropas da Primeira Guerra Mundial e com o término do conflito ficou com um grande estoque de aparelhos encalhados. A solução para evitar o prejuízo foi instalar uma grande antena no pátio da fábrica e transmitir música para os habitantes do bairro. Os aparelhos encalhados foram então comercializados.

A primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil, foi o dircurso do Presidente Epitácio Pessoa, no Rio de Janeiro, em plena comemoração do centenário da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1922. O discurso aconteceu numa exposição, na Praia Vermelha - Rio de Janeiro e o transmissor foi instalado no alto do Corcovado, pela Westinghouse Electric Co.

Para se ter uma idéia de porque a época ficou conhecida como a "Era do Rádio", nos EUA o rádio crescia surpreendentemente. Em 1921 eram 4 emissoras, mas no final de 1922, os americanos contavam 382 emissoras.

A chegada do rádio comercial não demorou. Logo as emissoras reivindicaram o direito de conseguir sobreviver com seus próprios recursos. A pioneira no rádio comercial foi a WEAF de Nova Iorque, pertencente à Telephone and Telegraf Co.. Ela irradiava anúncios e cobrava dois dólares por 12 segundos de comercial e cem dólares por 10 minutos.

O "pai do rádio brasileiro" foi Edgard Roquete Pinto. Ele e Henry Morize fundaram em 20 de abril de 1923, a primeira estação de rádio brasileira: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Foi aí que surgiu o conceito de "rádio sociedade" ou "rádio clube", no qual os ouvintes eram associados e contribuíam com mensalidades para a manutenção da emissora.







Primórdios do Rádio

Quem diria que algo do século passado pudesse resistir até os dias de hoje e em gradativa evolução. O rádio é sem dúvida, dos meios de comunicação, o mais interessante. Em 1983 o físico britânico James Clerck Maxwell demonstrou teoricamente a provável existência das ondas eletromagnéticas. A partir de então outros pesquisadores se interessaram pelo assunto. O alemão Henrich Rudolph Hertz (1857-1894) foi um deles. Quem nunca ouviu falar nesse sobrenome? O princípio da propagação radiofônica veio mesmo em 1887, através de Hertz. Ele fez saltar faíscas através do ar que separavam duas bolas de cobre. Por causa disso os antigos "quilociclos" passaram a ser chamados de "ondas hertzianas" ou "quilohertz". A industrialização de equipamentos se deu com a criação da primeira companhia de rádio, fundada em Londres - Inglaterra pelo cientista italiano Guglielmo Marconi. Em 1896 Marconi já havia demonstrado o funcionamento de seus aparelhos de emissão e recepção de sinais na própria Inglaterra, quando percebeu a importância comercial da telegrafia. Até então o rádio era exclusivamente "telegrafia sem fio", algo já bastante útil e inovador para a época, tanto que outros cientistas e professores se dedicaram a melhorar seu funcionamento como tal. Oliver Lodge (Inglaterra) e Ernest Branly (França), por exemplo, inventaram o "coesor", um dispositivo que melhorava a detecção. Não se imaginava, até então, a possibilidade do rádio transmitir mensagens faladas, através do espaço. Questão de tempo...

Em 1897 Oliver Lodge inventou o circuito elétrico sintonizado, que possibilitava a mudança de sintonia selecionando a freqüência desejada. Lee Forest desenvolveu a válvula triodo. Von Lieben, da Alemanha e o americano Armstrong empregaram o triodo para amplificar e produzir ondas eletromagnéticas de forma contínua.

Também no Brasil o rádio crescia: um Padre-cientista gaúcho, chamado Roberto Landell de Moura, nascido em 21 de janeiro de 1861, construiu diversos aparelhos importantes para a história do rádio e que foram expostos ao público de São Paulo em 1893.

Já em 1890 o padre-cientista Landell de Moura previa em suas teses a "telegrafia sem fio", a "radiotelefonia", a "radiodifusão", os "satélites de comunicações" e os "raios laser". Dez anos mais tarde, em 1900, o Padre Landell de Moura obteve do governo brasileiro a carta patente nº 3279, que lhe reconhece os méritos de pioneirismo científico, universal, na área das telecomunicações. No ano seguinte ele embarcou para os Estados Unidos e em 1904, o "The Patent Office at Washington" lhe concedeu três cartas patentes: para o telégrafo sem fio, para o telefone sem fio e para o transmissor de ondas sonoras.

Nos Estados Unidos foram anos de pesquisas, tentativas e aprimoramentos até Lee Forest instalar a primeira "estação-estúdio" de radiodifusão, em Nova Iorque, no ano de 1916. Aconteceu então o primeiro programa de rádio, que se tem notícia. Ele tinha conferências, música de câmara e gravações. Surgiu também o primeiro registro de radiojornalismo, com a transmissão das apurações eleitorais para a presidência dos Estados Unidos.

sábado, 3 de abril de 2010

Evolução Gradativa

O que é mais importante o telefone ou o abridor de latas? Sinceramente isso não tem muita importância, já que homens como Thomas Alva Edison, Alexander Graham Bell, Santos Dummont, entre tantos outros buscavam e ainda buscam justamente a evolução da espécie humana através de suas invenções. Só para você ter uma idéia o primeiro abridor de latas foi inventado em 1855 pelo inglês Robert Yates mais de 45 anos depois da primeira lata em conserva. Outras fontes afirmam que o americano Ezra. Warner, de Waterbury, no estado norte-americano de Connecticut foi o inventor já que patentiou a peça em 1858.

A verdade mesmo é que no meio do século XIX, o mundo vivia uma época em que a industrialização aflorava. Nos mercados, começaram a surgir os enlatados, principalmente conservas, óleos, tanto comestíveis quanto industriais, como tomates, ervilhas e sardinha. Imagina a dificuldade pra abrir uma lata, sem um abridor de latas. Foi então que Robert Yates, para suprir essa nova demanda que havia se criado, inventou o prático abridor de latas, mas não pense que só servia pra abrir latas. Naquele tempo já existia cerveja engarrafada, e com tampinha, isso mesmo, aquela tampinha chata. E Robert Yates incorporou mais uma função ao abridor de latas. O objeto, que na lateral tinha o "dente" que abria as latas, e na cabeça dele, o semi-círculo dentado, que facilitava a vida dos consumidores de cerveja. Na época o item era chamado de “cabeça-de-boi”. Com o passar dos anos o equipamento simples porém de extrema importância evoluiu e hoje é um item de extrema importância principalmente para as donas de casa e para os apreciadores de uma bela cerveja.

Para conhecer a evolução desse utensílio vale dar uma conferida nesse video abaixo, repleto de efeitos especiais e uma interpretação que daria inveja a qualquer ator da novela das 8.



Usar um abridor de latas pode parecer simples, mas às vezes pode acabar até virando relato em seu blog pessoal. Como é o caso no "De tudo li".


Mas nem toda invenção tem lá sua aceitação ou sua viabilidade:


V
ocê é daqueles que sempre perde o controle remoto? Acaba se distraindo e deixa o aparelho cair no vão do sofá? Calma, seus problemas acabaram! Um cidadão americano criou uma espécie de capacete que simplesmente acaba com o esquecimento e a inacessibilidade ao seu controle remoto.



A invenção ousada ainda não pode ser encontrada no mercado, mas fica a idéia para quem quiser montar o seu próprio "capacecontroller", só cuidado para não esquecer e acabar atendendo a porta com um desses na cabeça.


No vídeo abaixo, confira uma reportagem engraçada feita pelo programa "Pânico na TV" da RedeTV, na Feira da ANI em São Paulo.

Conheça a Associação Nacional dos Inventores (ANI).